Ao Mar! Ao Mar!
Em tudo que escrevemos estamos um pouco . .Estou, encarnando como personagem as falas, faltas outras .De tão poucas algumas almas afligem num rasgo, engasgadas falas, gagueiras, cegueiras, que atenta escuta permeiam e, há quem as provoque ao riacho de salivas menos gastas, menos contidas ... Ouvi agora o chamado "Ao mar ! Ao mar ! " Ouviste ?
Não dá para mantermo-nos fechados , intocáveis , protegidos dos uivos da negra noite que aflige a grande cidade , o outro nos povoa retina e pele, poros, pelos sentidos arqueia-se um ensaio , que ladrem os cães !
Há o tênue ponto de equilíbrio entre um passo e outro, um salto e outro, dobrar-se sobre si mesmo, sobre o olhar do outro, e nas multiplicidades vamos pois que a vida tem suas dores e delícias , pois não ? !
Se não houvesse alguma dor como saber da alegria e do desfrutá-la em toda sua grandeza
( reconhecê-la) !
Dores funcionam como sinetas, badaladas, chuvas fora de hora , tempestades, tragédias a clamar pela alma.
A beatitude do grande sim não torna morna a existência, pelo contrário torna-a fresca , nova a cada instante, aberta e interessante!
Um acontecimento revigora, a estalagem recebe o visitante estrangeiro com olhar perscrutante . embora haja humanidade em cada um , há diferenças inquietantes. Posto que há um livro em cada vivente, que não sejamos uma literatura pobre, um disco arranhado, que estejamos ligados plugados ! Que haja Download a cada ato.
vfulber d'além mar
“ Aprendemos não a falar, mas a balbuciar. Foi só quando demos ouvidos ao barulho crescente do século e fomos embranquecidos pela espuma de sua crista que adquirimos uma linguagem". ( Enfance [Infância) O Abecedário de Gilles Deleuze)
Foto > Mar Florianópolis Morro das Pedras vista para Ilha Campeche por vifalém mar 2001
Poema relacionado Pensamovimento