Com estas "notas" de viagem , embora singelas e por este motivo tão pouco podem dizer das emoções experimentadas na ocasião,porém esta experiência é vívida como os passos de dança e as vozes alegres, corajosas e esperançosas dos Xavantes aos quais ergo meu brinde e o estendo à todas nações indígenas do nosso Brasil nesta data , Salve Dezenove de Abril !
Serra do Roncador Mato Grosso 1984 Tivemos o privilégio meu filho e eu ( ele com quatro anos na época ) de sermos os primeiros brancos convidados pelo cacique Warodi a conviver com eles. Vivenciar a cultura indígena foi um desejo acalentado desde a tenra infância, realizá-lo foi extremamente gratificante. Uma experiência profunda é muito difícil de comunicar através das palavras por este motivo teci notas de viagem apenas, ainda estou digerindo, ruminando. Nada fácil comunicar a grandeza , riqueza cultural, desta comunidade.
No adorno, sorriso, hábito guerreiro. Tens meu caro povo tanto a ensinar-me , passar tradição e liberdade ao filho. Manso saber coletivamente viver.
Dança que afirma existência terrena - comunitária e pacífica que dá suporte também espiritual.
Ritos de nascimento, passagens de idade, de mundos e de irmandade porque ser Índio não é pertencer a uma raça é saber que todos somos de uma só, humanos e, também confiar apesar de tudo na transitoriedade ...
À vocês meus irmão meu respeito e uma pena imaculada em minhas mãos.
Que todos os dias voltem a ser dos Índios fiéis da terra guardiões .
CALAR , MESMO é coisa rara, e quando o fazemos não só nossa pele fica sedosa, como os outros tagarelam mais ainda em pensamento, embora depois de um tempo começam a ouvir o vento !
Devires querido amigo, destas experiências profundas infelizmente sinto-me incapaz de falar sem que a emoção tome conta de mim.. Agraciada sinto-me se as "notas"de alguma forma contribuem para maior respeito e apreciação deste povo que tanto estimo, afetuoso abraço, Virgínia
Entre a mulher branca e a Índia de mim
Um dia quis ser índia
banhar-me nua nas águas do rio
dançar descalça
rir faceira dia a menor surpresa
Um dia sonhei em lançar mão
dos preconceitos culturais
em purificar-me
em fundir-me no canto das aves
em atravessar os espinhos , a morte
em desfazer-me das amarras...
Um dia fui índia
senti um pouco de fome
um sol muito quente
uma sombra ligeira
o gosto da fruta a escorrer queixo abaixo
lambuzei-me da graça das siriemas no cerrado
Um ano inteiro não assisti TV,
não ouvi as notícias,
não li os jornais
Um ano inteiro eu vivi
intensos aromas, sem sabonetes
sem desodorantes
sem adereços dos homens brancos...
Um dia sonhei ser livre como a capivara
correr não de medo mas de alegria
dançar reverenciando o amanhecer
muitos dias vivi tal qual sonho de infância
e destes dias é impregnado meu ser
confesso
da terra dos homens civilizados não tive saudades
Agora entre a branca e a índia de mim
ressurge a criança sem nome que às águas e matas se entrega
Nossa, vc passou um ano inteiro por lá? Vc n tem idéia de como eu gostaria de ter uma experiência como essa! Guarde com muito carinho essas recordações!
Querido Devires...hoje entrar em contato com os povos indígenas é uma possibilidade bastante viável...pode ser pela internet..um primeiro contato,pois o desejo deste"povo verdadeiro" sempre foio de cambiar, inclusive de contribuir com seus conhecimentos. Se realmente desejas viver alguma experiência ,acredito que podes investir nesta possibilidade"
http://www.ideti.org.br/parceria/index.htm
Minha experiência foi de modo bastante inédito ,talvez até por isto que me emocione tanto com a mesma, na época meu meio de entrar em contato foi contar com uma vontade inquebrantável, intuição e até diria um tanto de"telepatia"...coisinhas de "bruxa" R** abraço forte e boa sorte com teus sonhos ! Tua amiga Virgínia
"O povo indígena quer garantir para as futuras gerações a herança de seus antepassados, a beleza e riqueza da tradição. Quer ser um parceiro do futuro, contribuindo com seu conhecimento e arte para uma mudança na qualidade de vida e na relação com o planeta. Para isso estamos buscando parcerias com pessoas e instituições que partilham dos mesmos ideais. Nosso povo tem muito a ensinar e também quer conhecer o que a civilização ocidental tem de bom e positivo. " http://www.ideti.org.br/parceria/index.htm
-Místérios da Serra do Roncador > Fui buscar a Quarta dimensão imagine em 1984! Havia lido sobre Fawcett que acreditava encontrar a cidade atlante nas selvas brasileiras e estava certo de que no centro da América do Sul, na região Amazônica, se encontrava o segredo do mais antigo templo mencionado pelas mais antigas tradições iniciáticas da Terra, o Templo Sagrado de IBEZ. Ele não tinha dúvidas de que nesta região central do Brasil encontraria as pistas para este mundo de lendas e sonhos e, finalmente, o objetivo de sua busca, situações que na mente de exploradores como ele, se tratavam de pura realidade. Em suas buscas, penetrou profundamente nas selvas desde os Andes até a região do Mato Grosso, onde, finalmente, desapareceu. Quanto à misteriosa cidade procurada por ele, disse ter-se contatado certa vez com um nativo na Amazônia e que este lhe havia dito que conhecia um estranho local que possuía templos magníficos, cujas casas eram iluminadas por estrelas que jamais se apagavam. Assim ele se cercava de convicções de que havia algo grandioso nas regiões selváticas da Amazônia e apesar da descoberta das antigas ruínas de Machu Pichu pelo pesquisador Hiram Bingham, no início do século, dizia que o que procurava, se tratava de uma cidade ainda mais remota. Ele afirmava que havia um grande elo que interligava a misteriosa “Z” e a Atlântida, e chegou a escrever: “Estou convencido de que lá embaixo, no coração do continente jaz escondido os maiores tesouros do passado conservados no mundo de hoje. O enigma da antiga Sul-América e talvez do mundo pré-histórico poderá ser resolvido somente quando essas antigas cidades forem descobertas e escavadas cientificamente. Estas cidades existem, estou certo…”. RONCADOR - Fawcett imaginava que a cidade que procurava se encontrava próximo a Serra do Roncador entre os rios Xingu e Araguaia, no interior do Mato Grosso. Ele já havia escrito a respeito de misteriosas ruínas encontradas em suas andanças pelas selvas brasileiras. Em seu diário, conforme relata o livro “Coronel Fawcett”, de Hermes Leal, pode-se ler: “Não duvido um só instante dessas velhas cidades. Por que haveria de duvidar? Eu mesmo vi parte de uma delas – e essa é a razão pela qual achei que deveria fazer novas expedições. As ruínas parecem ser de um posto adiantado de uma das grandes cidades, as quais, estou certo serão descobertas juntamente com as outras se a expedição for bem preparada, com uma pesquisa profunda sobre o assunto”. “Infelizmente não posso induzir os cientistas a aceitarem até mesmo a hipótese de que há indícios de uma antiga civilização no Brasil. Viajei por lugares ainda não explorados, os índios têm me falado de construções antigas, seu povo e mais coisas estranhas existentes nestes locais”. Outro que influencio-me foi o prof. de física Mário Sanches , peguei o endereço deste , fui a Brasília a sua casa e por seu intermédio consegui trabalhar no projeto da |Universidade de Goiás , projeto da Antropologia com a psicologia, voltado a restabelecer um vínculo entre menores provenientes da FEBEM e meninos, instrutores índios Xavantes, Cipacé e Jurandir, outro dia vi Jurandir numa entrevista na TV cultura... lamento ter perdido contato, vou procurar ! Bem Os ídigenas neste projeto, uma área de terra não distante do centro de Goiânia, ensinavam os meninos ex delinquentes juvenís, a construirem casa xavantes. O material empregado o buriti, Havia experiência em autosustentabilidade , energias alternativas. Bem não vou alongar-me por aqui. Foi então que Cipacé e eu desenvolvemos uma empatia, e que o sonho realizou-se. Fui então convidada a visitar seu tio Cacique Warodi, e por ele convidada a ir 'a Serra do Roncador ‘a Aldeia Pimentel Barbosa e com eles conviver. Uma façanha que antropologos e indigenistas haviam prevenido como impossível, estava com meu filho de 4 anos de idade, e além disso não supunham que estes Xavantes fossem convidar algum branco para compartilhar sua cultura. Resistiam a aculturação. Por agora é isto. Estas experiência ainda não o havia partilhado com vcs. Talvez algum dia escreva mais. Um nó na garganta me impede ainda ! Difícil falar das experiências profundas ! afetuoso abraço, virgínia fulber de além mar
O Sonho e a realização em tres ATOS Primeiro > Meu pai levou-nos a visitar uma reserva índígena Guarani no RS quando eu tinha sete anos de idade . Segundo> Em 1979 retirei-me da civilização fui para o MT, Nobre viver numa fazenda Alternativa para passar o período da gravidez de meu filho( único) . Intenção sair fora da poluição de toda e qualquer espécie e simplesmente vivenciar a maturação do fruto de mim . Nesta época li Mário Sanches que falava sobre os índios guerreiros Xavantes que guardavam armados a Serra do Roncador , p!or lá existir um tesouro da humanidade , em termos de conhecimento e energética. Então sabia qual era meu destino A Aldeia Pimentel Barbosa < Serra do Roncador e seus mistérios da Quarta Dimensão ! Terceiro > O retorno e conquista do sonho da infância conviver numa aldeia Indígena e aprender as palavras de Deus! que pretenciosa ! (risos) crianças são pretenciosas mesmo !! vou contando por aqui asim como o s tempos me permitirem... virgínia f. de além mar
O tempo posto por passos Passa por pontos azuis Os verdadeiros capazes de unir Estão chegando ao ponto Partem de diversos pontos (dimensões do tempo) Para reencontrar seus amigos O resto é pouco antigo e não Vai resistir a esta Luz que brilha em ti , em mim reflete e faz te amar. Vamos tingir de Luz o sangue da terra ! ( Virgínia f.ulber de além mar / julho 1980) Entre o segundo e terceiro ato > no retorno 'a civilização ? em POA
Vi minha AMIGA querida, que leitura conhecimento mais deliciosa... que momentos mais rico manamiga...não escreveu mais sobre essa passagem tão preciosa na tua vida? Obrigada poetamiga que admiro e AMO....vc é uma caixinha de surpresa mesmo rsrsrs beijinhos de bem querer da manamiga Li Andorinha