"Encontrei quase tudo nos livros. Não sei se sou um bom ou medíocre escritor, porém sei que sou um bom leitor. Um livro é uma coisa entre as demais. Porém quando alguém abre algum livro e o lê com devoção e generosidade então ressucita Emerson que diz:(uma biblioteca é como um gabinete mágico que está cheio de espíritos que dormem nos livros)"-Jorge Luis Borges
O Aleph- Jorge Luis Borges ( 1949) – Companhia das Letras Obra que contém vários Contos .( O imortal- O morto- Os teólogos- História do guerreiro e da cativa- Biografia de Tadeo Isidoro Cruz (1829-1874)- Emma Zunz- A casa de Astérion- A outra morte- Deutsches Requiem- A busca de Averróis- O Zahir- A escrita de Deus- Abenjacan- o Bokari- morto no seu labirinto- Os dois reis e os dois labirintos- A espera- O homem no umbral- e
O Aleph.
Neste Conto Aleph seu protagonista depara-se com a possibilidade de conhecer o ponto do espaço que abarca toda a realidade do universo no porão de um casarão em Buenos Aires, prestes a ser demolido. O ele chama de Aleph( letra inicial do alfabeto hebraico-o alfa grego o a do alfabetos romanos.)Um dos temas Borgeanos é idéia de unidade na multiplicidade .
: HISTÓRIA DA ETERNIDADE
Editora, Globo-História da eternidade compreende meditações e revisões originais sobre a idéia geral de Eternidade e seus desdobramentos históricos, e sobre as teorias filosóficas acerca do Eterno Retorno e do chamado tempo circular. Em todos esses ensaios, que, à semelhança dos contos fantásticos do autor, nos levam ao domínio do insólito e a conclusões imprevisíveis e irônicas, se torna evidente o pensamento segundo o qual nenhuma doutrina filosófica ou religiosa detém a palavra final sobre a verdade do ser, nenhuma esgota a visão da problemática do homem e seu destino, bem como radicaliza o esforço de se refutar o tempo. Este, afirma Borges, "é um problema para nós, um fremente e exigente problema, talvez o mais vital da metafísica; a eternidade, um jogo ou uma fatigada esperança".Pasta Versão doc Versão pdf Versão txt |
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"Se recuperasse a visão, não sairia desta casa, ficaria lendo os muitos livros que estão aqui, tão perto e tão longe de mim, ficaria lendo"-Jorge Luis Borges

Jorge Luis Borges (24 de agosto de 1899-Buenos Aires, Genebra, 14 de Junho de 1986)
Em sua obra encontramos temas filosóficos, metafísica, mitologia e teologia. Narrativas fantásticas, "delírios do racional" .
O Aleph, livro de histórias curtas de Jorge Luis Borges,1949 . obra da escola literária latino-americana do realismo mágico,
do qual Borges é um dos representantes mais originais. No conto Aleph seu protagonista depara-se com a possibilidade
de conhecer o ponto do espaço que abarca toda a realidade do universo no porão de um casarão em Buenos Aires, prestes a ser demolido. O ele chama de Aleph( letra inicial do alfabeto hebraico-o alfa grego o a doalfabetos romanos.)
Um dos temas Borgeanos é a idéia de unidade na multiplicidade . Contos do livro Aleph : O imortal- O morto- Os teólogos- História do guerreiro e da cativa- Biografia de Tadeo Isidoro Cruz (1829-1874)- Emma Zunz- A casa de Astérion- A outra morte- Deutsches Requiem- A busca de Averróis- O Zahir- A escrita de Deus- Abenjacan- o Bokari- morto no seu labirinto- Os dois reis e os dois labirintos- A espera- O homem no umbral- e O Aleph.
Foto del escritor Jorge Luis Borges en el Hôtel des Beaux Arts donde murió Oscar Wilde (llamado entonces Hôtel d´Alsace) y donde quiso morir Borges. Fotógrafo: Pepe Fernández, 1969 Paris.
Poema de los dones
Jorge Luis Borges
Nadie rebaje a lágrima o reproche
esta declaración de la maestría
de Dios, que con magnífica ironía
me dio a la vez los libros y la noche.
De esta ciudad de libros hizo dueños
a unos ojos sin luz, que sólo pueden
leer en las bibliotecas de los sueños
los insensatos párrafos que ceden
las albas a su afán. En vano el día
les prodiga sus libros infinitos,
arduos como los arduos manuscritos
que perecieron en Alejandría.
De hambre y de sed (narra una historia griega)
muere un rey entre fuentes y jardines;
yo fatigo sin rumbo los confines
de esa alta y honda biblioteca ciega.
Enciclopedias, atlas, el Oriente
y el Occidente, siglos, dinastías,
símbolos, cosmos y cosmogonías
brindan los muros, pero inútilmente.
Lento en mi sombra, la penumbra hueca
exploro con el báculo indeciso,
yo, que me figuraba el Paraíso
bajo la especie de una biblioteca.
Algo, que ciertamente no se nombra
con la palabra azar, rige estas cosas;
otro ya recibió en otras borrosas
tardes los muchos libros y la sombra.
Al errar por las lentas galerías
suelo sentir con vago horror sagrado
que soy el otro, el muerto, que habrá dado
los mismos pasos en los mismos días.
¿Cuál de los dos escribe este poema
de un yo plural y de una sola sombra?
¿Qué importa la palabra que me nombra
si es indiviso y uno el anatema?
Groussac o Borges, miro este querido
mundo que se deforma y que se apaga
en una pálida ceniza vaga
que se parece al sueño y al olvido.
"Acontece que não gosto do que escreveo. Nesta casa voce não encontrará um único livro meu, pois quem sou eu para ombrear-me com Euclides da Cunha, Camões ou Montaigne?" -Jorge Luis Borges
"Amamos o que não conhecemos, o já perdido.
O bairro que foi arredores.
Os antigos que não nos decepcionarão mais
porque são mito e esplendor.
Os seis volumes de Schopenhauer que jamais terminamos de ler.
A saudade, não a leitura, da segunda parte do Quixote.
O Oriente que, na verdade, não existe para o afegão, o persa ou o tártaro.
Os mais velhos, com quem não conseguiríamos
conversar durante um quarto de hora.
As mutantes formas da memória, que está feita do esquecido.
Os idiomas que mal deciframos.
Um ou outro verso latino ou saxão que não é mais do que um hábito.
Os amigos que não podem faltar porque já morreram.
O ilimitado nome de Shakespeare.
A mulher que está a nosso lado e que é tão diversa.
O xadrez e a álgebra, que não sei." Jorge Luis Borges em poema "O Nosso"-

"Ninguém verta lágrimas ou censure
Esta demonstração de sabedoria
De Deus, que com grande ironia
Me deu ao mesmo tempo os livros e a noite "
"O amor me preocupa demais na vida real.
Por isso não aparece em meus contos: não quero pensar neles quando escrevo. Nós, argentinos, somos mais bem-dotados para a amizade do que para o amor ou o parentesco” ( Stortini, Carlos. Dicionário de Borges. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. p. 19. )
virgínia in Dicas O Tempo Circular Nas Obras De Jorge Luis Borges